AOPL - Associação dos Operadores do Porto Lisboa
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Greves dos estivadores provocam quebra de 68 por cento no volume de carga movimentada no Porto de Lisboa

 

05-02-2014

 

As greves ilegais dos estivadores no Porto de Lisboa estão a causar prejuízos sérios à atividade económica nacional. Esse impacto gravíssimo num sector vital para a recuperação do País pode já ser quantificado relativamente às greves do ano passado.

 

Em novembro e dezembro de 2013, as greves promovidas pelo Sindicato dos Estivadores à revelia das leis da República provocaram no Porto de Lisboa um decréscimo do número mensal de contentores movimentados na ordem dos 68 por cento.

 

Em outubro, mês imediatamente anterior ao início das greves, movimentaram-se no Porto de Lisboa 40 600 TEU (TEU é a medida standard de volume equivalente a um contentor de 20 pés). Por comparação, em dezembro, os mesmos terminais movimentaram 27 100 TEU.

 

O padrão de quebra de carga movimentada repetiu-se nos meses anteriores, quando a partir de julho o Sindicato dos Estivadores lançou a sua ofensiva grevista de 2013, que culminou nas paralisações agressivas que agora decorrem.

 

Entre julho e dezembro do ano passado, e como consequência direta das greves, o número de escalas nos terminais do Porto de Lisboa caiu dramaticamente para menos 68 navios do que era esperado, significando uma quebra de escalas mensais de 45 por cento.

 

O mesmo impacto devastador na atividade económica do Porto de Lisboa tinha já sucedido em 2012. Nesse ano, as greves ilegais prolongaram-se de agosto a dezembro, sendo de 68 por cento a redução no número mensal de contentores movimentados entre o início e o final das greves. Comparando com o mesmo período de 2011, a queda na quantidade de carga movimentada nos terminais do Porto de Lisboa foi de 40 por cento.

 

Estes números confirmam a leviandade grosseira do Sindicato dos Estivadores ao recusar cumprir a legislação em vigor - legislação que está a ser aplicada nos portos de todo o País, sem qualquer problema – a qual potencia a criação de emprego e a dinamização do negócio portuário em geral.


Colocando em grave risco a certeza operativa no Porto de Lisboa, o sindicato lisboeta afeta de forma direta a recuperação da economia, de que as exportações são um dos principais motores.


Com esta estratégia suicidária, o Sindicato dos Estivadores está também a desenhar um gigantesco ponto de interrogação sobre o seu próprio mercado de trabalho, porque por óbvias razões de realismo económico e de normal funcionamento do mercado, quando há menos movimento nos terminais há menos oferta de trabalho, logo menos emprego.


Sem qualquer base legal e apenas para manter o poder de monopólio sobre a estiva em Lisboa, o sindicato com 200 filiados constitui-se como coveiro de uma infraestrutura estratégica que pertence a todos os contribuintes portugueses.

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