AOPL - Associação dos Operadores do Porto Lisboa
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Nova greve dos estivadores põe em causa empresas e emprego no Porto de Lisboa


16/11/2015


Com as greves marcadas para o período de 14 de Novembro a 4 de Dezembro, esta direção sindical prossegue uma linha de ação sem finalidade objetiva e viável, tentando exigir às empresas do sector que não cumpram a Lei do Trabalho Portuário
em vigor desde 2013.

Esta mesma direção sindical já havia sido responsável por uma greve de seis meses em 2012 e outra paralisação de três meses em 2013, as quais provocaram quedas superiores a 40% no tráfego de cargas marítimas em Lisboa e nefastas repercussões que ainda perduram na atividade do porto.

A greve de 2013, designadamente, levou as empresas de trabalho portuário a uma situação económica e financeira de tal modo degradada que houve necessidade de reduzir o volume de emprego e foi com dificuldades e atrasos que conseguiram cumprir as suas obrigações sociais.

Por causa destas paralisações, os operadores portuários de Lisboa perderam clientes e faturação de elevados montantes e, mais grave ainda, viram fugir da capital portuguesa várias empresas internacionais de transporte marítimo, indisponíveis para terem os seus interesses operacionais afetados pela ação sindical.

Acresce à irracionalidade da decisão sindical a ilegitimidade e carácter abusivo da greve agora convocada, por mais uma vez constituir uma forma enviesada de chantagear economicamente as empresas operadoras, punindo-as com uma paralisação se e quando aplicarem a lei da República Portuguesa no âmbito das suas atividades empresariais.

A direção sindical pretende, por esta via desleal e antiética, anular o poder legislativo do Parlamento e fazer valer as suas ideias de organização do trabalho e de gestão das empresas, como se os dirigentes de uma organização sindical com escassas dezenas de associados fossem proprietários de um Direito especial e nominativo, que anula os poderes públicos que fundamentam o quadro legal em vigor.

É convicção das Associações dos Operadores Portuários que esta greve constituirá mais um rude golpe na recuperação da atividade portuária em Lisboa danificando seriamente a credibilidade operacional das empresas que aí operam, quebrando compromissos e expectativas e afastando mais uma vez o tráfego marítimo.

As consequências graves destas e de outras atitudes que esta direção sindical tem vindo a tomar estão a criar condições para que a “ A-ETP-L /Empresa de Trabalho do Porto de Lisboa “ se encaminhe rapidamente para uma insolvência que não se deseja e para o arrastar para o desemprego de dezenas de trabalhadores.

Entendem as empresas operadoras do porto de Lisboa ser seu dever alertarem diretamente os trabalhadores para o facto de este comportamento sindical estar centrado apenas numa agenda pessoal, incompreensível e indefensável, sem atender minimamente aos enquadramentos europeus e globais da atividade portuária, levando os trabalhadores portuários de Lisboa para um beco sem saída, porque enquanto em Lisboa a atividade sofre com estas incompreensíveis atitudes outros portos nacionais prosperam e crescem.

A incapacidade manifestada, ao longo de meses, por esta direção sindical, para levar a bom termo as negociações dos novos Contratos Coletivos de Trabalho é bem a prova da seu irredutível afastamento da realidade e da disposição anti-empresas com que fundamenta as suas ações políticas.

As Associações de Operadores Portuários entendem que a gravidade da situação criada pela direção do Sindicato dos Estivadores merece uma chamada de atenção pública e uma intervenção legal que reponha a plena aplicabilidade da Lei do Trabalho Portuário no Porto de Lisboa e responsabilizam publicamente esta direção sindical pelo que possa vir a ocorrer num futuro bem próximo.
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